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Santa Isabel

9 de setembro de 2019

Juliano Petters, Diretor Executivo - Perfil 110 anos

Dezoito de março de 1996. Essa é a data em que Juliano Petters iniciou suas atividades no Hospital Santa Isabel. Na ocasião, prestes a celebrar 87 anos de função, a unidade hospitalar administrada pelas Irmãs da Divina Providência dava os primeiros passos para o que, anos mais tarde, seria referência em transplantes de órgãos – em 1996 o Santa Isabel só havia realizado transplantes de rim. Assim como o Hospital Santa Isabel dava os primeiros passos no Serviço de Transplantes, Juliano caminhava para o que seria uma vida dedicada ao crescimento da instituição: “eu comecei como eletricista após terminar o Curso de Eletricidade no Senai”, lembra. “Eu fique dois anos como eletricista e assumi o Setor de Manutenção como Coordenador, cargo que ocupei durante dez anos”.

As lembranças de sua trajetória pelo Hospital Santa Isabel estão registradas em fotos, guardadas nos arquivos históricos. É possível vê-lo ao lado de seus amigos da manutenção, todos uniformizados. Hoje, no crachá de Juliano está escrito outra ocupação: Diretor Executivo. “Enquanto fui Coordenador do Setor de Manutenção, decidi fazer faculdade”, revela. “Fiz o Tecnólogo em Processos Gerenciais e depois MBA em Gestão Hospitalar. Aí tive oportunidade de assumir como Coordenador de Projetos. Essa função foi necessária quando implantamos o Sistema TASY no Santa Isabel. A implantação do sistema levou dois anos e eu tive a felicidade de coordenar a implantação de um modo geral”. Para Juliano, essa foi a maior experiência que teve dentro da unidade, porque teve oportunidade de ajudar em todos os módulos da implantação desse sistema.

Qualquer colaborador do Hospital Santa Isabel já encontrou Juliano Petters no refeitório, seja no café ou no almoço. Ele não faz distinção de lugar – se há uma cadeira, ele senta-se, independente de quem estiver do lado. Às vezes é com o pessoal da Manutenção, às vezes com Dirceu Rodrigues Dias – Diretor de Operações. Quem tem a oportunidade de conviver com ele fora do ambiente hospitalar, descobre o senso de humor que Juliano tem. Ao ser perguntado se imaginava que chegaria a ser diretor do hospital, Juliano responde que não: “na verdade, as coisas foram acontecendo e Deus foi generoso comigo. Acredito também que sempre correspondi às expectativas dos meus superiores e tive pessoas ao meu lado que foram crescendo junto comigo e que puderam assumir as funções que eu deixava”.

Na prateleira de seu escritório estão placas e troféus de reconhecimento ao Hospital Santa Isabel, oferecidos por entidades catarinenses que acreditam na competência e importância da instituição para a comunidade blumenauense e catarinense. São lembranças de conquistas e ações da unidade. “Eu acho bem marcante quando a gente começou a ter um processo de capacitação dos líderes para fazer planejamento estratégico. Isso foi um grande marco dentro do hospital, pois começamos a ter um cadenciamento de estratégias dentro das nossas possibilidades”.

Apesar do interesse e força de vontade em pensar no futuro, o Hospital Santa Isabel ainda tinha pendências que precisavam ser resolvidas e eram fundamentais para o crescimento da unidade: “a gente conseguiu fazer um empréstimo de praticamente R$ 12 milhões no BNDES para saldar as nossas dívidas, pois era um período muito difícil, com quase dois mil títulos protestados, pouca gente no comércio vendendo para o Santa Isabel e dificuldade de comprar medicamentos. Então, conseguir esse empréstimo para saldar todas as dívidas, começamos a ajudar o Hospital Santa Isabel a se reerguer”, revela o Diretor Executivo.

 

As fases do Santa Isabel

O Hospital Santa Isabel passou por várias fases e Juliano acompanhou a evolução da medicina dentro da instituição, na cardiologia, chegando à cirurgia cardíaca, e os transplantes. E agora, chegando à Cirurgia Robótica! “Precisamos ter um sentimento de que exercemos muito mais do que uma profissão e ganhamos um salário. Acredito que qualquer colaborador tem que ser grato por sua vida e saúde, porque a gente olha ao nosso lado e vê alguém padecendo. Mas, também devemos ter orgulho de poder ajudar essas pessoas. Então, temos mais que uma profissão: nós podemos ajudar ao próximo”, enfatiza Juliano. “São cerca de 800 mil vidas que, de alguma forma, em alguma especialidade, são suportadas pelo Hospital Santa Isabel”, completa.

 

Os próximos anos

“Para os próximos anos eu espero que a gente possa continuar nessa evolução da medicina. Eu acredito muito no nosso Corpo Clínico. Acho muito importante o nosso Programa de Residência Médica, que incentiva a renovação e a troca de experiências médicas. Vislumbro que, cada vez mais, possamos ser um diferencial para a comunidade”.

Pelos 110 anos do Hospital Santa Isabel, Juliano se sente agradecido por tudo o que aconteceu em todos esses anos. Lembra das milhares de pessoas que já passaram por este hospital, ou para serem tratados ou darem sua contribuição. “Temos muitas histórias, muitas famílias que, de alguma forma, foram sustentadas com os trabalhos aqui dentro. Quero que a gente possa perpetuar o trabalho do Santa Isabel por mais centenas de anos. Não vejo um fim. O Santa Isabel é um hospital que a tendência é só crescer e ajudar cada vez mais a comunidade”!

Texto: Gabriel Silva/Comunicação HSI.

* Este perfi faz parte de uma série sobre os 110 anos do Hospital Santa Isabel. São retratados colaboradores fundamentais para a continuidade do  trabalho realizado aqui.



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