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Santa Isabel

13 de dezembro de 2019

Paciente doa rim para amigo em procedimento realizado no Hospital Santa Isabel

Um transplante renal entre dois pacientes vivos foi realizado no Hospital Santa Isabel na quarta-feira, dia 11 de dezembro. O procedimento ganha destaque por se tratar de dois amigos – situação não tão comum. Não é raro quando os pacientes são parentes até quarto grau, mas quando são amigos, é necessária autorização judicial para a comprovação de que o órgão não está sendo vendido. Com a autorização do juiz, então o transplante é realizado. Ambos os pacientes passam por avaliações médicas e acompanhamento psicológico.

O órgão foi doado por Álvaro Menezes, para o amigo de longa data Haroldo do Nascimento. Ambos os pacientes têm 38 anos. Quem realizou o procedimento cirúrgico foram os Drs. José Carlos Arenhart e John Edney dos Santos, Urologistas, Médicos do Corpo Clínico do Hospital Santa Isabel e da equipe de Medicina dos Transplantes. “Para nós é uma responsabilidade duplicada”, revela o Dr. José Carlos Arenhart. “Tiramos o rim de uma pessoa totalmente saudável e vamos colocá-la em outro paciente vivo”.

Álvaro recebeu alta na manhã desta sexta-feira. Haroldo segue internado, sob acompanhamento médico, na Unidade Nossa Senhora Aparecida do Hospital Santa Isabel. O quadro de saúde dele é estável. O paciente se recupera da cirurgia e precisa ficar sob supervisão médica após o transplante.

 

O transplante de rim

            Num transplante de rim, o órgão de uma pessoa viva ou falecida, desde que esteja saudável, é doado a um paciente portador de insuficiência renal crônica avançada – esse paciente já está em processo contínuo de hemodiálise. Através de uma cirurgia, o rim é implantado no paciente e passa a exercer as funções de filtração e eliminação de líquidos e toxinas. Diferente dos demais transplantes, os rins do paciente não são retirados: ele é posicionado ao lado do órgão que já era do paciente - a menos que estejam causando infecção ou hipertensão. Com o transplante, o paciente não precisa mais realizar a hemodiálise.

 

            Como fica o doador?

         É difícil estimar se ele terá problemas renais no futuro. Mas, é importante levar em consideração que ele passa a ter um órgão fazendo o trabalho de dois – o ser humano possui dois rins. Por isso, o doador terá cuidados especiais para o resto da vida. O paciente transplantado também:  com frequência ele deve comparecer ao Ambulatório de Transplantes do Hospital Santa Isabel para exames. Com o passar do tempo, os exames vão se tornando anuais.

 

            Hemodiálise

         A Hemodiálise é um processo de purificação do sangue, em que um cateter é puncionado na veia do paciente, levando o sangue para o aparelho de hemodiálise. Outro cateter vem do aparelho para outra veia da pessoa. O processo é realizado na Renal Vida, no Centro Clínico Albert Eistein, ou numa unidade da Renal Vida no Hospital Santa Isabel. Se o paciente que está realizando a hemodiálise precisa viajar, ele precisa agendar sessões no local para onde está indo - ele não pode ficar sem! Um rim transplantado dura em média 10 anos. O procedimento cirúrgico dura de 3 a 4 horas.

Texto e fotos: Gabriel Silva/Comunicação HSI.



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