I Encontro Catarinense de Medicina Hospitalar
Foi um sucesso absoluto o I Encontro Catarinense de Medicina Hospitalar. Iniciou na última sexta-feira com apresentação da Medicina Hospitalar propriamente dita e experiências no modelo do Vale do Itajaí. No sábado, diversos temas clínicos, sobre uso racional e segurança do paciente foram abordados. O evento ocorreu no charmoso auditório do Hospital do Pulmão de Blumenau, reunindo cerca de 80 participantes. Havia médicos, estudantes de Medicina, gestores e outros profissionais da saúde, de Blumenau e regiões próximas, com destaque para empolgada delegação de Itajaí. As inscrições foram suspensas na véspera do evento pela elevada procura.
Na sexta-feira a Medicina Hospitalar foi apresentada pelo presidente da SOBRAMH [Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar], Guilherme Brauner Barcellos. Após, Marianne Lima e Silva, do Hospital Santa Isabel de Blumenau, trouxe a experiência deste filantrópico onde um grupo de internistas foi contratado pelo hospital para coordenar o cuidado de pacientes do SUS. Previamente estes pacientes não tinham “dono”. Agora um grupo de médicos atua com dedicação parcial nesta enfermaria, acompanhado de médicos residentes de Clínica Médica. Marianne apresentou dados de redução do tempo de internação e aumento de eficiência. No seguimento, Marcelo Linhares, representando o Hospital Santa Catarina, trouxe informações adicionais sobre a importância de hospitalistas, concluindo com “é um movimento sem volta, que veio para ficar e crescer”. Para a SOBRAMH, na platéia representada pelo fundador e presidente Guilherme Barcellos, foi gratificante observar a empolgante defesa do modelo feita por Linhares, se utilizando de inúmeras citações de www.medicinahospitalar.com.br e outras do antigo site do Grupo de Estudos e Atualização em Medicina Hospitalar. Como encerramento do primeiro dia, Maximilhano Arenz apresentou a experiência do Hospital da UNIMED de Timbó. Segundo Arenz, neste hospital recém inaugurado vinham encontrando dificuldades de achar quem ficasse responsável pelas internações clínicas. Em função disto, foram contratados “rotineiros” para a enfermaria. A apresentação de Arenz foi bastante interessante, pois trouxe a tona mais problemas e dificuldades do que empolgação ou resultados positivos, estimulando interessante debate. Arenz, agora no Vale do Itajaí, foi um dos membros fundadores do que foi projetado por Barcellos como um embrião da SOBRAMH há cerca de 5 anos, em Porto Alegre: o Grupo de Estudos e Atualização em Medicina Hospitalar (GEAMH).
O segundo dia contou com: - participações de Barcellos, através dos temas ‘Avaliação cardíaca pré-operatória’, quando fez uma avaliação crítica da solicitação liberal de testes como ergometria e cintilografia, e ‘O uso correto da oxigenoterapia no hospital’; - palestra do neurologista Fábio Siquineli sobre trombólise no AVE; - apresentações de Lucas Santos Zambon sobre segurança do paciente e artigos que foram destaque em 2009 e que “todo clínico hospitalista deveria conhecer”; - Daisson José Trevisol, farmacêutico, professor da UNISUL e colaborador da OMS, OPAS, Anvisa e Ministério da Saúde na disseminação do uso racional de medicamentos e tecnologias, tema por ele abordado; - Mauro Sérgio Kreibich, do Hospital do Pulmão, falando sobre ‘Hospital livre do fumo e programas hospitalares de cessação do tabagismo’.
O final de semana em Santa Catarina foi além do evento para a SOBRAMH. Barcellos visitou na sexta-feira à tarde os hospitais Marieta Konder Bornhausen e UNIMED Litoral, em Balneário Camboriú. Neste último, um grupo de médicos liderado por Luiz Gustavo Pinto conta com um embrião de serviço de Medicina Hospitalar altamente promissor. “Minhas sensações a partir do pouco que pude conhecer da experiência de Luiz Gustavo foram entusiasmo e motivação”, conta Barcellos. No Marieta, há um muito bom e interessante programa de residência em Clínica Médica, com alguns dos jovens médicos de lá já pensando em ser hospitalistas.
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Dr. Roger Pirath Rodrigues é um dos entusiastas da medicina hospitalar.
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Publico prestigiou a palestra da Dra. Marianne sobre a experiência do Santa Isabel.
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