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Informe

Atenção à Hepatite

O Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Santa Isabel (Nuve) programou para este ano um cronograma de palestras sobre as principais doenças que originam notificações à Vigilância Epidemiológica, a terceira delas sobre Hepatites Virais.
As hepatites virais são um grande problema de saúde pública mundial. Geralmente são causadas pelos vírus A, B, C ou D, que provocam inflamação no fígado. Possuem características semelhantes, porém com importantes particularidades. Grastrologistas, Hepctologistas ou Infectologistas são os médicos que tratam a doença.
As doenças são silenciosas, pois nem sempre apresentam sintomas. Não há como tratar as hepatites de formas iguais. Há possibilidade de complicações das formas agudas e evolução para formas crônicas, podendo levar à cirrose e ao câncer de fígado.
Nos pacientes sintomáticos, o período de doença se caracteriza pela urina escura, fezes esbranquiçadas e pela coloração amarelada de pele e mucosas (icterícia). A freqüência da manifestação ictérica aumenta de acordo com a faixa etária, variando de 5 a 10% em menores de 6 anos e chegando até 70-80% nos adultos.
HEPATITE "A"
Surge com mais frequência em crianças e adolescentes. A transmissão é fecal-oral ou por água e alimentos contaminados. Pode ocorrer de 15 dias antes dos sintomas até 7 dias após o início da icterícia.
“É muito importante lavar as mãos para diminuir a transmissão da Hepatite A. A higiene precisa ser rigorosa”, orienta o médico do trabalho, Ricardo Freitas.
Não há tratamento específico, somente sintomáticos (náuseas, vômitos, coceira). É preciso repouso, considerado medida imposta pela própria condição do paciente. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool, que deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente por um ano.
Saneamento básico e medidas educacionais de higiene são as principais ações de prevenção. A vacina específica contra o vírus "A" é indicada conforme preconiza o Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas não tem na rede pública.
HEPATITE "B"
Os sintomas são parecidos com os apresentados em pessoas contaminadas pelo vírus da Hepatite A. A diferença está no fato de que tanto a Hepatite B quanto a C podem cronificar e causar cirrose. Há casos em que os sintomas não aparecem.
O vírus da Hepatite B fica nas superfícies por até sete dias. “É um vírus resistente ao ambientes externo”, reforça o médico Freitas.
A transmissão pode ocorrer pela relação sexual, na transfusão de sangue, em procedimentos médico-odontológicos que não observam as regras de biossegurança, pelo compartilhamento de seringas e outros materiais (exemplo: utensílios de manicure).
Para a Hepatite B há vacina, feita em três doses. “A primeira dose representa 70% de eficácia na imunização. A segunda dose aumenta a eficácia para 85% e a terceira, para 95%”, informa Freitas. Mesmo assim o médico alerta para a importância de se manter as medidas de biossegurança.
HEPATITE "C"
Das pessoas infectadas, 20% a 30% desenvolvem cirrose.
A transmissão é via parental (exemplo: o pai transmite para o filho).
O tratamento é focado nos sintomas. Para a Hepatite propriamente, não há tratamento específico. A chance de cura é de 40%. Não há vacina para este tipo de vírus.
“Seguir as medidas de biossegurança reduz as doenças”, reitera o médico do trabalho, Ricardo Freitas.
O médico do trabalho, Ricardo Freitas, orienta sobre a Hepatite

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