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Hospital Santa Isabel

MATERIAIS PERFUROCORTANTES (COMISSÃO GESTORA MULTIPROFISSIONAL - COGEMMP)

A COGEMMP surgiu pelo interesse de atender a Portaria n° 1748/2011, a qual trata do Plano para Implantação de Materiais Perfurocortantes com Dispositivo de Segurança, publicada em 01/09/2011.  Esta portaria é baseada na Norma Regulamentadora N° 32. Foi implantada no Hospital Santa Isabel em outubro de 2011.

A Comissão Gestora Multidisciplinar de Materiais PerfurocortantesCOGEMMP do Hospital Santa Isabel tem como objetivo reduzir os riscos de acidentes com materiais perfurocortantes, com probabilidade de exposição a agentes biológicos. Para isso, é realizada a implementação e atualização do Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfurocortantes. A meta proposta foi de reduzir em 100% o número de acidentes.

Mais do que estabelecer diretrizes para o controle e prevenção de acidentes, a Portaria 1748 do Ministério do Trabalho e Emprego incentiva a gestão orientada para a segurança e saúde do profissional.

A Comissão analisa situações de risco e acidentes com materiais perfurocortantes e estabelece prioridades. Levam-se em consideração os casos que possuem maior probabilidade de transmissão de agentes biológicos veiculados pelo sangue, como: frequência de acidentes em procedimentos com utilização de material perfurocortante específico; procedimentos de limpeza; descontaminação ou descarte que contribuem para uma elevada ocorrência de acidentes e o número de trabalhadores expostos às situações de risco de acidentes com estes materiais.

A COGEMMP é constituída por colaboradores que representam setores estratégicos do hospital. Sua missão é substituir o uso de agulhas e outros materiais perfurocortantes, sempre que for tecnicamente possível; adotar o uso de materiais com dispositivos de segurança, realizar mudanças na organização e nas práticas de trabalho para eliminar ou minimizar o máximo possível às situações de risco e acidentes de trabalho.  

Desde janeiro de 2012, as instituições de saúde estão obrigadas a apresentar o Plano de Prevenção de Riscos para Acidentes com Materiais Perfurocortantes às eventuais fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (Em 2015 ocorreu fiscalização). O plano, que também tem que ser disponibilizado para os trabalhadores e seus representantes, deve conter um cronograma que preveja a substituição dos materiais perfurocortantes sem dispositivo de segurança para os materiais com proteção.

A saúde ocupacional dos profissionais é fator determinante para a segurança do paciente. É necessário criar uma cultura continuada de prevenção e não apenas de tratativas de consequências no pós-acidente.

Acredita-se que a análise das situações de risco e dos acidentes de trabalho ocorridos com materiais perfurocortantes, o estudo da frequência, a adoção de medidas de controle para prevenção destes acidentes, as mudanças de organização e práticas de trabalho trarão vários benefícios aos profissionais da saúde envolvidos, mas como que já mencionado, esta normatização cria uma cultura continuada de prevenção. 

Ao praticar a NR 32 e a Portaria 1748/11, os empregadores podem ser beneficiados por muitos fatores entre os quais podemos citar três: gestão, prevenção e lucro. A gestão da segurança do trabalho resultará na padronização dos procedimentos no uso dos dispositivos de segurança, que além de reduzir o número de acidentes, mostrará onde reduzir custos com desperdício de materiais e prevenir descartes inadequados de resíduos. O lucro virá de funcionários mais comprometidos e satisfeitos devido à preocupação da direção do estabelecimento com sua saúde, bem como da clientela, pois esta tem o poder de notar diferenças e dar preferência aos estabelecimentos de saúde responsáveis, que respeitam a lei e utilizam produtos com dispositivo de segurança, para o bem de todos. A prevenção através da capacitação dos funcionários demonstrará que o investimento compensa e evita prejuízos futuros. Para os trabalhadores o benefício será de imediato, com as melhorias que serão propostas e implantadas. Com relação às medidas de segurança que estão sendo incorporadas podemos destacar a preocupação do Legislador em capacitar e treinar os profissionais na área da saúde. É necessário que a conscientização mais uma vez vença a resistência em unir os vários grupos de trabalho das instituições de saúde para o bem comum que em verdade são os maiores valores da força de trabalho para a recuperação da integridade física e mental do paciente. E isso não ocorre quando o trabalhador adoecer por consequência desse trabalho.

Guia de perguntas e respostas. Confira: 

 O que são materiais perfurocortantes?

 São aqueles utilizados na assistência à saúde e que contenham ponta ou gume ou que possam perfurar ou cortar (item 1.3 do Anexo da Portaria nº 1748/2011).

 Como deve ser o dispositivo de segurança?

 Deve ser integrado ao material perfurocortante, e sua ativação, ou seja, o modo de vedar a lamina ou agulha deve partir do perfurocortante, ativa ou passivamente. 

 Para que serve o Plano de Prevenção de Risco?

 Ele servirá de guia para a substituição gradual dos materiais com dispositivo de segurança. Para tanto, ele deve conter quais as áreas de maior risco, dentro de cada instituição, para acidentes com perfurocortantes. 

 Quem estabelece as prioridades?

 Uma Comissão Gestora Multidisciplinar, formada por:

  •  O empregador, seu representante legal ou representante da direção do serviço de saúde;
  • Representante do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT;
  • Vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA ou o designado responsável pelo cumprimento dos objetivos da Norma Regulamentadora Nº 5, nos casos em que não é obrigatória a constituição de CIPA;
  • Representante da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar;
  • Direção de enfermagem;
  • Direção clínica;
  • Responsável pela elaboração e implementação do PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde;
  • Representante da Central de Material e Esterilização;
  • Representante do setor de compras;
  • Representante do setor de padronização de material.

 Vale lembrar que esta comissão fica responsável pela elaboração, implementação e atualização do plano.

 Capacitação dos trabalhadores, um aspecto fundamental:

 Além do treinamento com os novos materiais, que deve ser fornecido pelo fabricante (segundo consta no item 32.2.4.16.1 da NR 32), é preciso também estabelecer uma cultura de segurança e prevenção dentro das instituições de saúde. 

Reduções significativas desses acidentes também exigem: ações educativas, redução na realização de procedimentos invasivos (a máxima possível), um ambiente de trabalho seguro e uma relação trabalhador/paciente adequada.

 A Portaria nº 1748/11 disciplina como deve ser comprovada a capacitação perante a fiscalização. Para tanto, é necessária a elaboração de documento contendo a data, o horário, a carga horária, o conteúdo ministrado, o nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e dos trabalhadores envolvidos.

 Como garantir a adesão dos trabalhadores aos materiais perfurocortantes com dispositivo de segurança?

 Os trabalhadores da saúde têm dificuldades em alterar práticas antigas e que já se tornaram hábitos. Essa observação é corroborada por estudos conduzidos nos anos seguintes à implementação das precauções universais, quando a adesão observada às práticas recomendadas não foi satisfatória. A mesma observação é verdadeira para perfurocortantes com dispositivos de segurança – serviços de saúde têm dificuldade em convencer os trabalhadores a adotarem os novos perfurocortantes e procedimentos. 

 Os trabalhadores alteram seus comportamentos mais rapidamente quando pensam que:

 - Estão correndo risco,

- O risco é significativo,

- A alteração de comportamento fará a diferença, e

- A mudança valerá o esforço. 

 

Equipe da COGEMMP 2016.

 Viva com segurança; Trabalhe com confiança!